Dra.
Nathalia Alfaix, cooperada da Unimed Goiânia, orienta sobre sinais de alerta,
cuidados em casa e os erros mais comuns cometidos pelos pais neste período
Cerca
de 20 milhões de brasileiros convivem com asma, entre crianças e adultos,
segundo o Ministério da Saúde. A doença é a terceira mais atendida pelo Sistema
Único de Saúde. Na infância e adolescência, a asma é a doença crônica mais
comum e está associada a faltas escolares e à ausência profissional dos pais. O
tempo seco incomoda a todos, mas para crianças com asma e rinite o cenário é
mais sério: a fumaça das queimadas e a baixa umidade do ar podem desencadear
crises respiratórias graves, com necessidade de internação hospitalar.
O
alerta é da pneumologista pediátrica cooperada da Unimed Goiânia, Dra. Nathalia
Alfaix, que orienta famílias sobre como proteger as crianças durante o período
de estiagem. "As crianças com rinite e, principalmente, as com asma sofrem
muito mais.”
Quando
os sintomas pedem atenção médica
A
baixa umidade do ar irrita as vias respiratórias e pode se manifestar de formas
distintas. Saber diferenciar um incômodo passageiro de um sinal de alerta faz
diferença no momento de buscar atendimento. A pneumologista pediátrica detalha
quando os pais devem agir e quando podem manejar a situação em casa. "Se a
criança estiver somente com incômodo no nariz, a lavagem nasal e o umidificador
no ambiente arejado durante o dia é o suficiente. Se apresentar tosse, é
orientado procurar avaliação médica", pontua.
Pequenas
mudanças na rotina reduzem a exposição das crianças aos efeitos da seca. A
médica lista as principais medidas para o espaço doméstico. "Deixar os
cômodos sempre bem arejados, com janelas abertas durante o dia, exceto em
momentos de fumaça intensa nas proximidades. O umidificador ajuda muito, mas
não pode ser usado à noite no quarto fechado, pois o excesso de umidade
favorece a proliferação de fungos. O aparelho também precisa ser limpo todos os
dias", orienta Dra. Nathalia
O erro
mais comum: suspender o tratamento
Em
2025, Goiás chegou a decretar situação de emergência por Síndrome Respiratória
Aguda Grave, após registrar 6.743 casos e crescimento nas solicitações de
internação hospitalar. Do total, 2.654 eram de crianças menores de 2 anos, 754
de crianças de 2 a 4 anos e 659 de crianças de 5 a 9 anos, segundo a Secretaria
de Estado da Saúde.
Para a
especialista, parte desse número tem uma causa evitável. "É necessário
manter o acompanhamento com alergista e/ou pneumologista para ter essas doenças
o mais controladas possível, pois assim se reduz o risco de crises mesmo nesse
tempo. O tratamento nunca pode ser suspenso por conta da família, sem
orientação médica. E esse é o erro mais comum que vemos com esses
pacientes", sublinha.
Além
do controle medicamentoso, hábitos simples completam a proteção. Alimentação
rica em frutas e verduras, evitar exposição solar nos horários mais quentes e,
ao sair para brincar, preferir locais com maior umidade natural. "Parques
com lagos, chafarizes e árvores com sombra são escolhas mais seguras para as
crianças nesse período", conclui Dra. Nathalia Alfaix.




