Governadora diz que governo enviou à CLDF projeto sobre “internação involuntária humanizada” após série de episódios violentos

A governadora Celina Leão (PP) anunciou nesta terça-feira (11) novas medidas voltadas à população em situação de rua no Distrito Federal após uma sequência de episódios de violência registrados nas últimas semanas. A proposta, segundo ela, pretende combinar acolhimento, assistência social e atendimento de saúde com ações para conter casos de violência e perturbação da ordem pública. Entre as iniciativas está um projeto encaminhado à Câmara Legislativa do DF (CLDF) para regulamentar a chamada “internação involuntária humanizada”. A governadora afirmou que o objetivo é preservar a política de assistência sem deixar de proteger moradores diante de situações de risco.
A discussão ganhou força após ocorrências registradas em diferentes regiões do DF. Na madrugada desta terça-feira, um homem em situação de rua morreu após invadir apartamentos em um prédio da 302 Sul e manter uma idosa de 95 anos sob ameaça com uma faca, segundo relatos e informações da Polícia Militar. O suspeito teria entrado no edifício depois de quebrar uma porta de vidro e, durante a ocorrência, também teria agredido um morador com um extintor. Policiais efetuaram um disparo para conter o homem, que recebeu atendimento dos bombeiros, mas morreu no local.
Outro episódio ocorreu na madrugada de sexta-feira (7), quando o zelador Vanderlei Souza Lima, de 53 anos, foi atacado a pauladas na área comercial da 314 Norte. A vítima sofreu traumatismo craniano, foi levada ao Hospital de Base e precisou passar por cirurgia. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio e ainda não identificou o suspeito. Nos últimos dias, também foram registradas ocorrências envolvendo agressões em parada de ônibus, ataques com faca e outras situações de violência em diferentes regiões do Distrito Federal.
Celina afirmou que as ações do governo deverão envolver diferentes áreas da administração pública, com oferta de acolhimento, assistência social, atendimento médico e encaminhamento de pessoas para suas cidades de origem quando necessário. A governadora também defendeu abordagens em situações de uso de drogas e perturbação da paz social, ressaltando que a atuação deverá respeitar a dignidade das pessoas atendidas. Segundo ela, a intenção é estabelecer uma resposta conjunta entre assistência, saúde e segurança. A proposta de internação involuntária humanizada ainda será analisada pelos deputados distritais.




