Em
alusão ao mês de incentivo ao aleitamento materno, pediatra cooperado da Unimed
Goiânia esclarece crenças comuns sobre o tema
"Meu
leite é fraco." A frase, dita por vizinhas, familiares e conhecidos
bem-intencionados, é o mito mais comum e mais prejudicial enfrentado por mães que
amamentam. Em alusão ao Agosto Dourado, mês dedicado à promoção do aleitamento
materno, o pediatra cooperado da Unimed Goiânia, Dr. Fernando Pacéli, explica
que esse e outros equívocos interferem diretamente na decisão de manter a
amamentação e, consequentemente, na saúde dos bebês.
Dr.
Fernando Pacéli aponta o que de fato pode reduzir a produção de leite materno.
"Um dos principais é o desestímulo causado por pessoas próximas que, sem
querer, minam a confiança da mãe. Uma pega inadequada também pode comprometer o
processo. O pediatra tem o dever de orientar e, quando necessário, prescrever
medicações que auxiliem na melhora dessa produção", ressalta.
Amamentar
protege contra o câncer de mama
Além
dos benefícios amplamente conhecidos para o bebê: proteção imunológica,
desenvolvimento cognitivo e vínculo afetivo; a amamentação também oferece
proteção à saúde da mãe. "A amamentação é considerada um fator protetor
contra o câncer de mama. Durante esse período, a ovulação é frequentemente
suprimida, o que reduz os níveis de estrogênio circulante. O excesso desse
hormônio está associado ao risco de aparecimento da doença", sublinha.
Para
as mães que não conseguem amamentar, o especialista reforça que o acolhimento
deve substituir o julgamento. "Nem sempre a amamentação prospera por
inúmeros fatores. Essa mãe jamais deverá ser julgada. Ela deve seguir as
orientações do pediatra quanto ao volume, à fórmula e ao modo de preparo, e
nunca decretar como fracasso o fato de não ter conseguido amamentar",
acrescenta Dr. Fernando Pacéli.
Cooperativismo
em ação: Projeto Potinhos do Amor
Entre
2020 e 2025, 3,6 milhões de mães doadoras contribuíram com mais de 4,2 milhões
de litros de leite coletados no território nacional, beneficiando 4,1 milhões
de recém-nascidos prematuros e de baixo peso, segundo o Ministério da Saúde. Para
que esse leite seja armazenado com segurança, os potes de vidro são insumo
indispensável, e é exatamente o que arrecada o Projeto Potinhos do Amor, do
Instituto Unimed Goiânia.
O
diretor-presidente da Unimed Goiânia, Dr. Lueiz Amorim Canedo, destaca o
alcance do projeto Potinhos de Amor e o que ele representa. "Essa ação mobiliza
nossa rede cooperativista para garantir que o leite materno chegue com
segurança a bebês que dependem dele para sobreviver. Até o momento, mais de
2400 potes já foram destinados ao Hospital da Mulher e à Maternidade Nascer
Cidadão", afirma.
O
presidente do Instituto Unimed Goiânia e diretor de Mercado da cooperativa, Dr.
Frederico Xavier, ressalta o compromisso do cooperativismo com a comunidade.
“Esse pequeno gesto de arrecadar potes de vidro mostra como a participação da
sociedade pode contribuir para fortalecer a rede de apoio à amamentação. São
doações que beneficiam bebês que precisam desse alimento”, destaca.




