Após ações da Polícia Federal, vereadora propõe CPI do Banco Master em SÃO PAULO

Pedido protocolado na Câmara de SÃO PAULO busca investigar possíveis irregularidades, impactos econômicos e falhas de fiscalização relacionadas ao caso


A Câmara Municipal de SÃO PAULO pode instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar denúncias envolvendo o Banco Master. O requerimento foi protocolado pela vereadora Amanda Vettorazzo (União-SP) e tem como foco a investigação de possíveis irregularidades e seus reflexos econômicos e institucionais na capital paulista.

No documento, a parlamentar sustenta que há fatos determinados e de relevante interesse público que justificam a abertura da CPI, conforme prevê a Constituição Federal e o Regimento Interno da Casa. Entre os pontos levantados estão indícios de prejuízos a investidores e clientes, além de eventuais impactos sobre a ordem econômica e possíveis omissões de fiscalização que podem ter atingido diretamente moradores da cidade.

Segundo a vereadora, a repercussão nacional do caso exige uma atuação mais incisiva do Legislativo municipal, sobretudo diante da possibilidade de que cidadãos paulistanos tenham sido afetados. A CPI, de acordo com o requerimento, é vista como um instrumento essencial para esclarecer os fatos, identificar responsabilidades e apontar medidas que evitem novos episódios semelhantes.

A iniciativa ganhou força após o avanço das investigações no âmbito criminal. Nesta terça-feira, dia quatorze de janeiro, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, apontado como proprietário do Banco Master. Para a vereadora, as ações reforçam a gravidade das denúncias e ampliam a necessidade de apuração também na esfera político-institucional.

Paralelamente, o Movimento Brasil Livre, do qual a parlamentar faz parte, anunciou manifestações marcadas para o dia vinte e dois de janeiro. O objetivo é cobrar esclarecimentos e punições aos responsáveis, além de pressionar por mais transparência nas investigações.

“A Câmara Municipal tem a obrigação de apurar fatos graves que podem ter causado impactos diretos à cidade de SÃO PAULO. É preciso garantir transparência, responsabilização e a defesa do interesse público. Não pode haver omissão diante de indícios tão relevantes”, afirmou Amanda Vettorazzo.

Caso seja instalada, a CPI poderá requisitar documentos, convocar testemunhas, ouvir autoridades e elaborar um relatório final com encaminhamentos aos órgãos competentes, cumprindo o papel constitucional do Legislativo de fiscalizar e proteger a sociedade.

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